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Maranhão aguarda plano de vacinação contra a Covid-19

O Maranhão aguarda a definição de um cronograma elaborado pelo Ministério da Saúde para dar início à execução do plano de vacinação contra o coronavírus no estado. Ainda não há um prazo determinado.

“Existe um plano nacional de imunização, que é algo relevante e importante para o SUS. E agora há dez grupos de trabalho envolvendo secretários estaduais e municipais de saúde e o próprio Ministério da Saúde para a gente conseguir elaborar um plano de imunização para a Covid-19”, diz o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula.

O Ministério da Saúde ainda não definiu qual vacina vai ser adquirida. Existe um compromisso inicial com a AstraZeneca, mas o Brasil também pode comprar outro tipo vacina.

“A gente ainda não tem prazo para saber quando chega ao país e ao nosso estado, mas é certo que vai haver uma coordenação nacional por parte do Ministério da Saúde, para que faça isso de maneira igual por todo o país assim que chegar”, diz Carlos Lula.

“O Maranhão, juntamente com outros estados, vai estar nesse mesmo cronograma inicial do Ministério da Saúde”, acrescenta.

Etapas – Serão quatro etapas iniciais de imunização. A primeira vai envolver trabalhadores da saúde, idosos de 75 anos ou mais, pessoas com mais de 60 anos que estejam em instituições de longa permanência, como asilos, e a população indígena.

Na segunda fase, serão as pessoas de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades. Na quarta, professores e profissionais do sistema de segurança.

“Da primeira à quarta fase, sai das pessoas mais frágeis para aquelas pessoas que trabalham no ambiente mais propenso à disseminação do vírus. Isso não quer dizer que, se você não estiver nestes quatro grupos, não vai ser imunizado. A imunização inicial vai ser para essas pessoas. O que a gente planeja é que, ao longo do ano de 2021, a gente possa imunizar o maior número de brasileiros”, afirma o secretário Carlos Lula.

Grupo de promotores faz abaixo-assinado para furar a fila da vacinação em São Paulo

Vaccine Covid-19

Um grupo de promotores e procuradores do Ministério Público do Estado de São Paulo escreveu um abaixo-assinado encaminhado para o gabinete de crise contra a pandemia do governo do estado de São Paulo solicitando que todos os membros do MP recebam a vacina contra a covid-19 antes da população em geral. O pleito foi apresentado ao procurador-geral de Justiça do estado, Mário Luiz Sarrubbo, no dia 24 de novembro. Quem fez formalmente o pedido foi o procurador Arual Martins, um dos membros do conselho.

O pedido consta de ata oficial da referida reunião, à que a reportagem do Brasil de Fato teve acesso. De acordo Martins, a demanda foi levada a ele pelo promotor Roberto Barbosa Alves, em manifestação que também teria sido assinada por “outros colegas do MP”. Durante a reunião, o procurador leu um trecho do abaixo-assinado dos membros do Mnistário P. Os signatários explicam por que querem ser passados na frente do resto da população quando a vacina estiver disponível:

“Não é uma questão de egoísmo em relação a outras carreiras, mas tendo em vista notadamente os colegas do primeiro grau, que trabalham com audiências, atendimento ao público e outras atividades em que o contato social é extremamente grande e faz parte do nosso dia a dia”, diz o trecho citado.

Furar a fila da vacina da covid é inviável

Após a apresentação do abaixo-assinado, o procurador-geral Mário Luiz Sarrubbo prontamente apoiou o pleito sobre a prioridade da categoria para receber a vacina da covid-19. Disse que poderia “pessoalmente se empenhar em apresentar esse pleito ao Governo do Estado, (…) para ser levado à análise pelo Gabinete de Crise”.

Para o professor de Direito Processual e conselheiro da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP André Lozano Andrade, o pedido dos promotores e procuradores “é inviável”.

Já a advogada criminalista Pollyana Soares, da banca Roberto Pagliuso Advogados afirma que o pedido de seus colegas do MP não encontra respaldo legal. Ela atua em fóruns de Justiça exatamente da mesma maneira, sob as mesmas exposições que os promotores, só que defendendo a parte acusada.

Brasil247

 

Moro é considerado carta fora do baralho para 2022

Sergio Moro

O universo político brasileiro avalia consensualmente que a ida de Sergio Moro para a consultoria americana Alvarez & Marsal é a pá de cal no sonho de candidatura presidencial. O ex-juiz não conseguiu deixar uma marca no governo, depois de “surfar” na onda da antipolítica para ser ministro da Justiça. Vaza Jato e o novo emprego macularam ainda mais a imagem dele. É carta fora do baralho, avaliam políticos e analistas.

De acordo com um líder do DEM, foi reduzida a margem de manobra do ex-ministro para fazer articulações visando uma eventual postulação. O partido não via com bons olhos as conversas entre Moro, o apresentador Luciano Huck e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mirando 2022.

O integrante do DEM afirmou que a contratação do ex-ministro por uma empresa administradora da quebra da Odebrecht macula ainda mais a imagem dele, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

Moro ocupou o ministério da Justiça depois de “surfar” na onda da antipolítica estimulada por setores conservadores. A bandeira da anticorrupção perdeu força ao decorrer do governo Jair Bolsonaro principalmente após a Vaza Jato, que foram irregularidades da Operação Lava Jato.

Segundo as reportagens produzidas pelo Intercept Brasil, Moro feria a equidistância entre quem julga e quem acusa, porque ele atuava como uma espécie de assistente de acusação, ajudando procuradores na elaboração de denúncias.

Moro deixou o governo em abril deste ano, após Jair Bolsonaro exonerar Mauricio Valeixo da Polícia Federal. O ex-juiz não conseguiu deixar uma marca no ministério da Justiça. Agora tenta a carreira na consultoria Alvarez & Marsal (EUA), que administra a quebra de empreiteiras como Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Sete Brasil, esta última criada para operações no pré-sal. 

O Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional São Paulo (OAB-SP) notificou o ex-juiz para reiterar que é proibida a prática de atividade privativa da advocacia aos clientes da consultoria norte-americana.

Brasil247